quinta-feira, 21 de abril de 2011

"Universalmente única"

Mulher é um sopro divino,
única a produzir homens!
Carrega sua existência
humilde, solícita e plena.
E quem de nós
poderá relevá-la
a um segundo plano?

Mulher é, obvio,
universalmente única!
Leia-se, portanto,
humana, dócil, precisa.
E todos nós sabemos;
Raínha plena do lar.

Mulher, tesouro maior,
unida ao homem
lega à Terra
honras ao mérito.
Elevada ao plano maior
rege o planeta, soberana.

Mulher e homem
umbigos atados, corpo nu,
lei natural!
Hoje exclamo, ah!
E imediatamente
reconheço;
Deus é amor!

terça-feira, 19 de abril de 2011

"Árvore amiga"

Indefesa, solitária sobre tuas raízes,
fazendo sombra com teus galhos e ramas!
Contrastando com o amarelo encardido o verde
                    de tuas matizes.
Levando esperanças àqueles que tu amas.

Por seres tu indefesa, hão de te deceparem os galhos?
Muda, sem proferir impropérios deixastes que te
                    mutilassem,
alijaram-te da natural beleza e deixaram-te em
                    frangalhos
e ainda vais enfeitar o Natal daqueles que de tua dor
                    não importassem!

Única tu habitas sozinha em nosso convívio,
abrigas ninhos de pássaros proliferando a vida!
E eis que aparece uma faca te decepando!
Chora em silêncio, amiga, que Deus te dará alívio.
Enfeita-te de novo com teu manto verde querida!
Estamos tristes com tua dor, mas em breve tu estarás
                    linda e a todos alegrando.

domingo, 17 de abril de 2011

"À minha mãe"

A você, minha mãe, ofereço
este cálice cheio de amor!
É o prêmio que você merece
pelo seu grande valor.

De você, minha mãe, eu nasci
pequenino, nu, sem poder andar!
Foi você quem me vestiu,
calou o meu choro, me deu de mamar.

De você eu só tive alegrias
embora às vezes eu tenha sofrido
puxões de orelhas, perto das tias,
mesmo assim lhe sou agradecido.

Agradeço a você, minha mãe,
todo o amor que se dispôs a dar
e também o carinho constante
com o que me ensinou a rezar.

Agora já sou homem feito,
casado, feliz, orgulhoso pai,
mas trago você no meu peito
e daqui de dentro você não sai.

"O amor maior"

De repente alguém a olha
e não vê nada mais
que uma simples pessoa
a mais por aí.
Que trilha essa vida
sem deixar pegadas
carregando a cruz
por aqui, por alí.

Mas ninguém imagina
que, por detrás
dessa simples imagem,
há um grande vulcão
que jorra lavas de amor,
irradia calor
das entranhas
do seu coração.

Sem se preocupar
em aparecer
ela segue em frente
para a gente viver.
E não há neste mundo
alguém tão famoso
que dela não nasceu.
É a mãe e somente a mãe
o amor maior
que o mundo concebeu.

"Se ela soubesse"

Ah se ela soubesse,
que mesmo naquele momento,
o meu pensamento
era só de amor por ela.
Movido não sei por que
eu xingava tanto!
E no entanto
o meu coração sofria com ela.

Ah ciúme maldito, falso e atrevido,
tornou meu ego inocente
uma semente
do mal, veneno mortal.
Trouxe das profundezas da mente
uma força malígna,
talvez mais dígna
de um inferno total.

E veio pra conturbar minha paz!
Antes só alegria,
depois agonizante morria
uma doce ilusão.
Agora estou só, sem nada!
E de tudo aquilo que tive
apenas retive
esta solidão.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

"Um dia criança"

Criança, do meu mundo pobre,
não sei o que cobre
a tua nudez.
Será muito amor?
Será o calor?
Talvez, talvez!
O amor vem de onde?
De trem ou de bonde?
De avião?!...
E o calor, vem do ar?
Vem do mar?
Ah, do coração.
O coração de quem?
De quem te mantém?
Te ensinaram.
Cadê o teu pai,
pra longe vai?
Mataram?!...
Oh meu mundo!
Pare um segundo,
por piedade,
me deixe ficar
aqui, parado, sem xingar
a tua vaidade.

Criança, do meu mundo triste,
eu sei que existe
a felicidade.
Aonde eu não sei,
mas um dia sonhei,
é verdade!
Sonhei com um mundo encantado,
todo prateado,
cheio de brinquedos.
E crianças, de todas as cores,
nos esplendores
dos seus folguedos.
Eu também era criança e brincava.
Sorria e cantava,
alegremente.
Cada adulto que eu via
era criança também.
Brincava de roda, de corda, de trem!
Todo mundo contente.

Porém o sonho terminou assim:
eu vi o fim,
a realidade.
Quiças, um dia, um homem,
não lobisomem,
veja também de verdade.
Criança, pequena peça inocente,
é tão barato teu presente!
E o futuro?
Quem é que sabe?
Só Deus ou quem apague
tua luz; no escuro.
Mas um dia, no futuro, eu sei,
adulto te verei.
Que mudança!
Gordo, de bigodes, homem de bem
e talvez te lembres também
que um dia fostes criança.

"Se livre eu fosse"

Ah se livre eu fosse
como o pássaro errante
que vê no distante
o seu próximo lar!
Eu voaria, pra lugar distante,
e no instante
que eu lá chegasse
pousaria pra descansar.
Ah se comigo fosse
a certeza de ser verdade!
Eu gritaria liberdade
eu amo você!
Mas se fosse só
pra me enganar de novo
eu voltaria a ser ovo
pra que isso não se dê.